Também conhecida como Artemisa, em algumas historias, ela
aparece como deusa da caça e da vida selvagem. Em algumas historias mais
recentes, porém, ela também aparece ligada à luz da lua e a magia. Na mitologia
Romana é conhecida como Diana.
Filha de Zeus e Leto (ou Letona), Ártemis é irmã gêmea de
Apolo, o deus do sol.
Ártemis nasceu no monte Cinto, na Córsega, ao sul da França.
A deusa dos partos, Ilítia (que era
filha de Hera, e esta estava possessa pela traição de Zeus,) estava presa no
monte Olimpo, impedida de realizar o nascimento dos filhos de Leto. Ártemis
foi a primeira a nascer, e auxiliou sua mãe no parto de Apolo.
*É sempre bom lembrar a quem está lendo que todas as
historias se tratam de mitos e de seres extraordinários e raramente seguirão a
ordem cronológica que estamos acostumados.
Ártemis sempre foi ligada à natureza e à selvageria, em
muitas representações ela aparece com um arco prateado, seguida por animais
ferozes, como lobos ou leões. Em seu aniversário, ao ser questionada por Zeus, sobre
que presente gostaria de ganhar, Ártemis disse ao pai que desejava andar livre
pelas matas, como seus animais e que não desejava se casar.
Ártemis, era a mais casta e pura das deusas. Zeus tornou-a
rainha dos bosques, e lhe deu ninfas igualmente virgens para lhe servirem. Era
completamente imune ao amor ou paixão, e seus templos eram erguidos e sua
imagem cultuada em florestas e lugares rústicos. Para se tornar uma discípula,
a mulher deveria jurar fidelidade à deusa, desapego às figuras masculinas e
renunciar ao amor e ao casamento.
Das historias que acercam Ártemis, as mais conhecidas, ligam-na
a Orion e Adônis, ambas recheadas de tragédia.
Em um dos mitos, Ártemis, apesar de seu voto de castidade,
apaixonou-se perdidamente, pelo também exímio caçador e semideus (filho de Poseidon
Órion, que lhe servia. Porém antes de poder renunciar aos seus votos de
castidade e casar-se com ele, Apolo, enciumado da irmã a impediu.
Deu-se que um dia, Apolo desafiou-a a acertar um ponto
errante de cor negra no mar, o ponto estava tão distante que este não podia ser
distinguido. Ártemis, muito orgulhosa, ergueu o arco de prata, feito por
Hefesto, presente de seu pai e atirou acertando o alvo que desapareceu. Minutos
depois uma poça de sangue se espalhou nas águas do mar e então ela descobriu
que havia matado Órion.
O caçador estava dentro do mar, fugindo de um escorpião
gigante, mandado por Apolo quando a flecha lhe acertou. Ártemis se desesperou,
mas não podia mais reverter o mal feito, então pediu que Zeus transformasse
tanto Órion quanto o escorpião em constelações. Quando a constelação de Órion
nasce a de Escorpião se põe, representando que o monstro o perseguiria para
sempre, mas nunca o alcançaria.
As historias com Adônis divergem, em uma das versões, Adônis
um jovem orgulhoso, dizia ser melhor caçador que a deusa, esta irada pelo
desafio, enviou um javali para mata-lo (Esta versão da morte de Adônis também é
contada nos mitos de Ares já que dizem que na verdade quem enviou o javali foi
o deus da guerra).
Na segunda versão, conta-se que Hipólito, protegido de
Ártemis, foi morto por Adônis, e como vingança, a deusa o matou.
O templo da deusa em Éfeso, foi uma das sete grandes
maravilhas do mundo.


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