Chronos, o deus do tempo, na mitologia órfica, considerado
primordial e criados da terra do céu e do mar, vem sendo confundido com Cronos,
o titã filho de Urano e Gaia. Os dois não são a mesma entidade, embora alguns
intérpretes os coloquem como a mesma
divindade.
O Chronos aqui em questão, também conhecido pelo nomes de
Eón ou Aión, seria o ser primordial da criação, surgido do nada, no principio dos tempos, formado por si
mesmo, assim como também sua companheira, Ananke, conhecida como a
inevitabilidade ou necessidade. Da fusão das duas divindades surgiu o universo
ordenado como Terra, céu e Mar.
Chronos é a representação do tempo linear, o tempo em que
acontecem os ciclos vitais e todas as criaturas nascem, se desenvolvem e
morrem.
Os gregos também tinham outra divindade do tempo, Kairós –
representava o tempo momentâneo, conhecido como “momento certo” ou ainda no
cristianismos “o tempo de Deus”
Algumas historias relatam que kairós é fruto da união de
Ananke e Chronos, em outras ele aparece como um dos primórdios surgidos a
partir de si mesmos. Algumas culturas também descrevem Kairós como filho de Zeus e de Tykhé, a divindade da sorte e da fortuna. É descrito como um deus calvo, com asas nos joelhos e nos ombros e dizia-se que a unica maneira de alcançá-lo, seria encarando-o de frente e agarrando-o pelo topete, depois que Kairós passava, era impossível alcançá-lo e trazê-lo de volta. Em roma era conhecido como Tempus, o momento em que tudo é possível.
Já Ananke (também conhecida como Ananque), além da sua união
com Chronos e o surgimento do universo, Ananke ainda protagoniza outras
historias. Algumas tradições dizem que ela foi a mãe das Moiras, gerando-as com
Moros, o deus grego da sorte e do destino. Outras dizem que Ananke, gerou as
moiras com Zeus.
Ela pode ser relacionada tanto à deusa homérica quanto a
Tekmor, a deusa primitiva da ordem, na cosmogonia de Alcman. Representa a
invitabilidade, o fato, a necessidade inalterável e o destino.


