Filho de Zeus e Leto (Letona), irmão gêmeo de Ártemis (que
auxiliou em seu parto, já que Ilítia, estava presa no Olimpo com Hera), é
conhecido na mitologia romana como Febo. Apolo, é possivelmente o deus mais
cultuado da mitologia depois de Zeus, e tem muitas atribuições: deus do sol, da
luz, da juventude, da musica, da medicina, em algumas historias do pastoreio, e
também patrono da verdade.
Foi ele quem fundou o oráculo de Delfos na Grécia.
Exímio caçador, assim como sua irmã gêmea Ártemis, Apolo se
mostra muito habilidoso com arcos. Ao nascer, Apolo ganhou um arco de ouro,
forjado por Hefesto, seu meio irmão, também filho de Zeus, também ganhou uma
lira de Hermes.
Existem muitas histórias em torno de Apolo, a maioria delas
diz respeito as suas paixões. Mas a primeira delas foi sua primeira conquista
como caçador.
Abaixo algumas das mais populares histórias sobre Apolo as
quais nos mostram como os deuses eram orgulhosos, imaturos e por muitas vezes
cruéis usando um poder divino, em beneficio próprio e sem limite de justiça.
Apolo e Píton (Phyton)
As lendas contam que Hera fez com que Leto andasse por
muitos lugares sem conseguir abrigo, quando estava prestes a dar a luz, e que
também ordenou que Píton, a serpente monstruosa que tomava conta do Oráculo de
Têmis, perseguisse Leto e devorasse seus filhos. Porém a deusa do anoitecer
conseguiu refúgio na ilha de Delos e teve seus filhos. Ao nascerem, Apolo e Ártemis
ganharam arcos de Zeus, e foi com este arco, que tomado por um ódio que vinha
desde o ventre de sua mãe, ele decidiu perseguir a serpente e matá-la.
Viajou até Parnaso e com uma única flechada no meio da testa
da cobra acabou com ela. Apolo foi ovacionado por todos que já haviam sofrido
pela monstruosidade de Píton, mas acabou sendo punido por Zeus, já que Píton
era cria de Gaia, em poucas historias, a penitência de Apolo foi ser escravo de
um mortal.
Apolo e Hermes.
A historia também atribui a música à Apolo, e tal atribuição
aconteceu em uma determinada situação, quando Hermes, após ter roubado o gado
pertencente a Apolo, resolveu se reconciliar com o irmão dando-lhe uma Lira
dourada.
Apolo e Marsyas.
Marsyas era um sátiro amante da música. Certo dia, encontrou
uma flauta, uma invenção da deusa Atena, que a fez, mas não aprovou seu uso,
após ter ficado com as bochechar inchadas, jogou fora. Come esta flauta Marsyas
se tornou um musico tão fantástico que se achou no direito de desafiar Apolo a
um duelo. Apolo venceu e como punição escalpelou o sátiro.
A história de Apolo e dos Ciclopes, começa no seu filho com
uma mortal chamada Corônis. Asclépio, foi criado pelo centauro Quíron, que lhe
ensinou o dom da cura. Tornou-se um curandeiro tão habilidoso que podia trazer
alguns mortos de volta a vida, e Zeus, por causa disso, se sentiu intimidado.
Por isso ele matou o rapaz. Irado pela morte do filho, Apolo vingou-se matando
os ciclopes, que tinham dado a Zeus os relâmpagos de presente.
Apolo e Niobe.
Niobe era a rainha de Tebas, esposa do rei Amphion, e neta
de Zeus, sendo filha de Tântalo e Dione. Era muito fértil e isso lhe causava
muito orgulho. Niobe deu ao rei Amphion 14 filhos, sendo 7 homens e 7 mulheres.
Certo dia, quando seus súditos prestavam homenagens a Leto, ela indignou-se.
Niobe interrompeu o culto à Leto, dizendo ser ainda mais digna de oferendas que
a deusa, já que ela era mais fértil e gerou mais filhos. Leto se enfureceu diante da audácia da mortal e
exigiu que seus filhos, Ártemis e Apolo, vingassem sua honra.
Ártemis e Apolo então mataram todos os filhos de Niobe.
Penalizado de sua dor, Zeus transformou-a em uma rocha,
porém ela continuou chorando a morte dos seus filhos, vertendo água
constantemente de uma nascente.
Os amores mais marcantes de Apolo foram:
Dafne:
Apolo era um exímio arqueiro e por causa disso, gostava de
se vangloriar de suas qualidades. Certa vez, vangloriou-se ao cupido que suas
flechas seriam mais poderosas que as do pequeno deus, mas cupido respondeu que
apesar das flechas de Apolo serem poderosas e poderem ferir qualquer um, as
suas eram ainda mais, pois estas podiam ferir o próprio deus do sol.
Apolo não acreditou, então para provar, cupido acertou uma
flecha com ouro na ponta, no coração de Apolo, que imediatamente apaixonou-se
pela ninfa, Dafne, filha de Peneu. Mas cupido atirou uma segunda flecha, esta
com ponta de chumbo, no coração de Dafne, causando nela uma repulsão por Apolo.
Por muito tempo, Apolo perseguiu Dafne, que cansada de
fugir, implorou a seu pai que lhe ajudasse mudando sua forma. Peneu então a
transformou em uma planta, o loureiro.
Inconformado pela perda, Apolo chorou muitos dias, e
carregava sempre consigo a planta, por isso o loureiro se transformou num dos
símbolos dele.
Jacinto:
Jacinto fora um mortal muito amado pelas divindades, entre
estas, Zéfiro – o vento oeste e Apolo.
Apolo o seguia em todos os lugares e divertiam-se muito
juntos. Certa vez em um jogo, Apolo lançou um disco ao alto, e Jacinto muito
entusiasmado correu atrás dele, enciumado
por Jacinto preferir a Apolo e vendo a oportunidade perfeita , Zéfiro
mudou o curso do disco fazendo este atingir Jacinto na testa, matando-o.
A vê-lo morto, Apolo desesperou-se, e prometeu que o rapaz
viveria para sempre na forma de uma flor.
Marpessa era uma bela princesa mortal que conquistou o deus
Apolo com seus encantos. Apaixonado, Apolo a pediu em casamento, porém um outro
príncipe, também mortal, chamado Idas também havia feito o mesmo pedido.
Tomado pelo ego e confiando na superioridade do seu poder,
Apolo desafiou o príncipe a um duelo.
Diante do duelo desigual e injusto e do clamor e indignação
dos súditos, Zeus interferiu na luta, colocando nas mãos de Marpessa o poder de
decidir com quem desejava se casar, e esta surpreendentemente escolheu a Idas.
Quando foi questionada sobre as razões de preferir um mortal
à um deus, Marpessa revelou que jamais poderia ser feliz ou confiar no amor de
Apolo, sendo ele imortal e o mais cobiçado dos deuses, e que ela temia o
abandono quando ficasse velha.
Apolo ainda aparece em mitos menores, como a sua
participação na construção da muralha de Tróia, quando ele e Poseidon,
resolveram testar a palavra do rei Laomedon, e disfarçados de mortais construíram
a muralha em troca de um pagamento, o rei não honrou sua palavra então os
deuses mandaram a peste e um monstro marinho para destruir a cidade. Também
aparece como responsável pela morte de Laoconte, na condenação de Cassandra e
na libertação de Crisei.


