Mnemosine ou Mnemósine é uma das seis titânides, filhas de
Urano e Gaia. Seu nome vem do grego Mνημοσύνη, pronounciado /mnɛːmosýːnɛ, e
lido Mnemosyne, derivado do verbo mimnéskein, "fazer-se lembrar",
"fazer pensar", "lembrar-se".
Na mitologia grega personifica a memória. Era aquela que
preserva do esquecimento. Seria a divindade da enumeração vivificadora frente
aos perigos da infinitude, frente aos perigos do esquecimento que na cosmogonia
grega aparece como um rio, o Lete, um rio a cruzar a morada dos mortos (o de
"letal" esquecimento), o Tártaro, e de onde "as almas bebiam sua
água quando estavam prestes a reencarnarem-se, e por isso esqueciam sua
existência anterior". Os romanos a identificam como Moneta, um dos
aspectos de Juno (Hera).
Segundo a Teogonia de Hesíodo, Mnemósine gerou com Zeus, as
nove musas:
- Calíope (Poesia Épica)
- Clio (Historia)
- Érato (Poesia Romântica)
- Euterpe (Música)
- Melpômene (Tragédia)
- Polímnia (Hinos)
- Terpsícore (Dança)
- Tália (Comédia)
- Urânia (Astronomia)
Mnemósine e Zeus.
O envolvimento entre Mnemósine e Zeus aconteceu quando, após
vencer a guerra contra os titãs e tomar o Olimpo, mesmo sendo imortal e
poderoso, Zeus temeu que a lembrança de seus grandes feitos fossem esquecidas
com o passar do tempo e ansiou por uma maneira de preservar a memória de tais
acontecimentos. Sendo assim, disfarçou-se de pastor e encontrou-se com
Mnemósine com quem dormiu por 9 noites seguidas.
Alguns meses após o encontro, Mnemósine deu a luz por 9 dias
seguidos, parindo uma filha a cada dia. Coletivamente, elas foram conhecidas
como as Musas, que eram responsáveis pela inspiração/criação artística e
científica. Zeus ainda deu-lhe o privilégio de nomear todas as coisas da Terra.
Ainda segundo a Teogonia os reis e poetas recebem sua
autoridade de sua posse de Mnemósine e de sua relação especial com as Musas.
Aqueles que desejavam consultar o oráculo de Trofônio na
Beócia deviam beber primeiro da fonte Lete (Esquecimento), para esquecer das
coisas profanas e depois da fonte Mnemósine, para lembrar-se do oráculo.
Na poesia órfica, existia no reino de Hades um rio ou lagoa
chamada Mnemósine, contraparte do rio Lete. As sombras dos mortos bebiam do
Lete para não se lembrar das vidas passadas quando se reencarnassem, mas os
iniciados deveriam beber de Mnemósine quando morressem.

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